Tenham a satisfação de apreciar um saldoso poema de um amigo que faz parte de um grupo de parceiros. São eles os Devoradores de Letras.
Paradóxo da incógnita vivida
A morte quando decide nos abraçar,
faz com nossas esperanças
como se tivesse em mãos
eu torrão de areia,
deixando dissipar-se no ar
as pequenas partículas quase que invisíveis
que se esfarelam entre os dedos.
Um contra-peso nos é presenteado
pela graça do universo
num destino maravilhoso
que ainda nos lembra de estarmos vivos,
nos lembra de bons amigos
de amores passados e vitórias conquistadas,
servindo de alívio
para que possamos partir,
sem o manto melancólico da desgraça iminente.
Porém,
os poucos que percebem o intuito da graça,
caem na verdadeira desgraça,
sabendo que só são agraciados
para amenizar a dor da partida.
E a dor passa a se tornar
uma alegre vontade de viver,
só pra sentir vontade de morrer de novo
e largar para trás a tristeza
de uma vida vazia,
morrendo cada vez mais contente
a cada suicídio.
O Escritor é Jefferson Araújo e para acessar o endereço do poema visite:
Os devoradores de letras
Blog criado exclusivamente para compartilhamento da minha obra pessoal já registrada com os leitores.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Viver e dúvida

Eu nunca me preocupei em ser sempre certeza.
Mas isso não impediu que eu me tornasse
a eterna resposta para tudo à minha volta.
Quando o mundo corria, eu quis deitar.
Quando o amor mais me quis, eu lhe dei as costas e decidi amar.
De repente resgato o caminho trilhado repleto em erros.
Aponto o dedo para o nariz do meu próprio presente - tempo
E ele, tristonho, me decorre que é um ator
E muito envergonhado, porém sempre honesto,
Relembra-me que sou seu roteirista e diretor.
Se eu contraí a fé nas etapas vividas por mim,
Eu fui covardemente ludibriado já que
O que eu mais pretendi era ser feliz e
Eu não queria ouvir de ninguém os insultos e a verdade.
Deprimente é aceitar que eu mesmo criei a minha fé.
O que exatamente me alerta que
eu mesmo me dei o meu presente - engano.
A minha cabeça é o planeta dúvida
e gira em torno de si mesmo.
É satisfatório...
Contudo, o ritmo do meu particular conflito
Não alumia nenhuma caverna de longevidade.
Vai ver que muito de viver e amar termina
Vai ver que a vida sempre continua...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Mulher de vestido azul cetim tomando café

O nome da cidade é desimportante.
No largo eu nem me dei em situado...
Antes do contorno direcionado
ao aberto,
Foi notável, por reflexos,
O destoar do azul na arquitetura
Cáqui-opaco.
A fonte era cetim ofuscantemente.
Ao sol o objeto era terráqueo
De natureza não-identificada;
Devida cautela requereu o contato
Visual desacreditado
E uma praça já não coexistia.
À verdadeira distância era
uma tocha royal;
Na suntuosa proximidade era mulher
E a postura era sua fórmula
Para compor as quatro dimensões
Com espaço algum.
Conforme a distração
Fosse um escudo aos olhares incrédulos
O porquê daquele azul veio ao caso
E já tão perto
Meu sobreolhado não descrente
Interpretou a obra.
A duração daquele levante
(de xícara)
Ofendeu-me a manhã
Até que a semana inteira
Perdesse o compasso...
Que vapores!
O odor do horário
Foi arbitrário e elegância faltou-te
n’um instante...
Quão rápida teria sido aquela partida
Ao deixar para mim o peso e a conta
da quarta dimensão...
O mistério?
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