quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tipo

Da convicção purina
Verdade nos toma,
Um tabuleiro real de vida
E os olhos vestem-se
Em sua prontidão
Cansados de chorar,
Letais ao cerrarem
Portenhas de carne.
E recordam todo tipo de amor.

Sobretudo o irreconhecível:
A onda irrefreável;
A colheita diária;
Figurinhas;
O jantar de ontem;
Apenas uma fantasia;
Um sol eterno...
Ou algo ainda não definido.
Jacente em seu próprio sonho.

Que de fato seja
E que não haja por onde não ser
Eu, apenas,
O seu canteiro baixo
A lhe arrancar de volta
Nobres risos,
Mas puros,
Cativos.
Que não limitarás o contento.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Curta


Curto é o que eu sinto pela manhã
Manga você por eu estar à fome
Solo de plantar, ou de qualquer arranjo
Como você quando sai de casa.
Quadro, este, de quem?
Traga esse corpo aqui.
Canto em uma sala de amores,
Nós nos membros apertados.
Casas, certamente no futuro
Vendo, portanto, só verdade.

Perdão em contexto


Venha ao meu momento
Para que nem tudo fique sem cuidado
Quando eu jamais direi
Merecida seja minha pilhéria
Ao abraço sequer desmerecido
Da sua perfeição
Até que chore aturdido
Um rapaz...

Em nosso universo perpendicular
Os caçadores desistem
Antes de acordar
Porque nós, em contrário,
Formamos o par
Um ímpar sem casar
A dica não aceita
A melhor morada em nenhum lugar.

Só enxerguei o hoje
Naquele tempo,
Porque você era o olhar
Acredite, hoje sou cego,
Mas ouço nossas vozes do amanhã
E elas martelam tantos sins,
Querem tanto sorrir uníssonas,
Que temo não estar guiando-as como merecem

Não sou a razão para tudo existir...
Sou modesto e não ressinto
O seu amor é seu e pronto;
Sua tristeza você quem compra.
E eu pago as parcelas
Com riquezas que não disponho.
Perdão por ser o que mais queres
Que eu me perdôo pelas contas em atraso.