domingo, 9 de janeiro de 2011

Pão e suco


Dos últimos anos e da promessa
Extrai-se o melhor sumo.
Aqui há um bom motivo para jurar...
Doce presente que não escorre
Em face de uma liga indelével.

A realidade adiante cega
Mas lá está o melhor de beber
E quem não mereceu o que tem
Ajoelha defronte à rara posse...
Cálice salutar de amores em suco.

A outra parte começa na terra
Pontua a vida e se faz em planos
Receitas em trigo de sérios desejos
Deveras importante é o suor do trabalho
A ceia para dois já vai sair...

Mãos em dois pares dão conta
A massa é robusta, consistente
O calor desse abraço dita o ponto
E está tudo pronto!
Um destino gostoso versado em pão.

O pão e o suco que alimentam por anos...
Aos amantes que não arredam de suas apostas para vida.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Personalidade contingencial


Nada é tão grave e eu sou tantos...
Nem tão estranho que não se possa confiar
O centro da folha e cada ponta;
A própria reflexão de mim em água
Não no espelho.

O que mais incomoda...
Livrai-me! Sempre complicado,
Muito bem, obrigado!
O abstrato da mudança, inexato
Não o retrato.

Nada me faz direito
Total destrutivo, com muito respeito.
Amor...
agora e sempre, amém!
Só que o ódio transforma também!

Tenuidade é nada mais que realidade
Situação! Perfeição...
Quem criou? Quem quer?
Marketing furado!
Desce ao estômago, não traz namorado.

Não se deixe prender em um
Sai! Multi-aconteça!
És tantos e nem sabes.
Assim como eu,
Disfarçado e não educativo

Nenhum deslumbramento
Podes saber
Mas não anote, vai que não seja?
Venha e veja a feira
O eu social, urgente, improvisado, e contingencial.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mil palavras


Eu tenho a luz da manhã
E o centro da praça apressada
Com tudo que eu não sei
Sobre mim mesmo...
Indigente não há em lugar
Senão desalento,
Desse interior sem vias
Ou veias,
centelhas condutas
De um transito incerto,
sangue alquebrado
E querido
Por alguém tão importante,
O próprio silêncio.
Ou espírito do momento
Não a pessoa
Senão o próprio sentimento
Repousado em leito
Repleto em dúvidas
De todos os alvos tombados
A caminho do meu peito,
Quando terás vindo
Tão minuciosamente
Procurando não só dentro
Mas em todas as dimensões
Desse que não perde
Fagulha, que seja
e detalhes áureos
de um riso santificado
Que me rouba os olhos
E as mil palavras.