sábado, 19 de março de 2011

Resposta ao teu Templo de Hanuman


Ao vosso temor
O hindu traz solução
Um convite ao templo
E o primata quer-me lá
Se vires a alegria
Eu sou o próprio Hanuman

O que acompanhas à fronte

A confusão sentida
É filha da própria cegueira
Faz-te ver-me em distorção
“Macaco velho”, homem triste
De algoz aura negra
Parasita projetada

Olhar errôneo pelas costas

Devoção, é pela vida
Dedicação, aos amores
Ainda que tardias, estão à mesa
Não aceitas, preferes fome
Confusão
Sentida, então, pela amiga distante...

Vinde solução!

Devoção, dedicação
Não mais que força;
Perseverança
é de Hanuman
Salto um Índico, em um pé
Em minha alma, e sou outro.

Eis que foi-te embora.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais bonito


Restava somente
deitar ao lado
Jurar que o amor é o fato
Maior que o próprio sim
E não cabe em nosso ato
Vinde a mim
Provai que mentes
A si
e isolas a dó.
Chances não há
Pois habitam o vazio
Iremos lá
Belo que és
Mares que tens
Um encaixe sela
sobre nós e abres...
Ide à nossa casa
Ficai ao ninho
De nós
Engrandecido ao pó
E tantas canções
Que habitam o sol
Sem tantos trovões
Ingrato que fui
Altivo que vou
Um arrebate por tu
Sobre a guerra que vences...

Na jura em que o amor é de todo
fato.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Nós “zero”


Em lugar de sermos força
Optamos escuridão
Se queres emparelhar
Não nos resta um só grão.
Parte-se vidro...

Segue rio em água turva
Corpo moído, escafandro
Companhia que é viúva
Lá isso no fundo com ruído
O dito pelo não quisto...

Morte, assalto, acidente
Que acometesse sem matar
Escachar não, nem pensar
Eu algoz resisto, residente
Pensemos nisto...

Sempre, sempre ajustando
Cospe e erra, cospe
O acerto se vier, sete pedras
Acerta as pernas, se sacode
Corre, corre!

Sensação é puro esmero
Não sente cada cor, desmancha
Insistência em sermos zero
Remonta, grita que sou um
E quão valeis?