segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fé a nós


Nem toda espera é tão longa
E quase nenhuma é indolor.
Quem vive a aguardar
Sabe-se lá o quê
Está vendado
E não pode conceber
Que uma espera
Guarda resquícios de um abandono
Está certo!
Um aguardo reflete um lado passivo
Da alma
Cuja contraparte resida, quem sabe,
Fora dela...
Em todo indício de luta
No tempo e mundo afora
Que não desejam ver-nos
Presos a uma espera,
E oram, tempo e mundo,
Por nossas buscas
Mas esperam de nós também
Enquanto seus deuses,
Pelas graças que concedemos
Ao estarmos melhor a cada dia.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Calmaria


Se caminho sob o crepúsculo,
Invoco a ti...
Surges em destrono
das idéias sobre frio
Nos pensamentos uivantes
Das intempéries sim.

Inverno real
Que acompanha-me
dentro e fora
De forma a levar brandas ventanias...
Quer seja, por fim,
arrastado por elas.

Criam ante minha chegada
Expectativa
Esperança de paz no tempo
Posto que eu seja, de certo,
em cada ida
Solstício de outono...

É quando trago a chuva
A tudo banhando
Com meus esclarecimentos
Do que representa
Um sentimento
Em tempestade, esculpido.

És o estio na relva
O que mais preciso
Por somente toda a vida
Logo agora,
Que finco praça
Em calmaria na confiança.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Platô


Estar em você não mais seria a estrada...
Em cada palavra reside a formação dos passos
Ante a um lugar verdejante em seu platô não febril,
Repleto do novo projeto, em linhas de glória.

Eu abandono, jaz, tudo que exilou-me de mim;
O estado natural perdido, resgatado nas funduras.
Tomo uma causa para ascensão do melhor “nós”
E para chancela do novo despertar, engendro este.

Nesse país, contudo, com sorriso tudo é resolvido.
A paciência remonta a estrada, orando soberana
Cada traço forma um laço, ação de carisma e ponto.

Completos aqueles para os quais a palavra basta
Sendo em tudo um só, visto que ouça-se o passado...
E os dias formar-se-ão a partir das boas respostas.