segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sinônimo


Do apreço que dedico ao viver, muito passa a ser natural quando ocorre-me a ti como grande fim... Ainda que nem dê-se em contas.

Ofertar o amor, mesmo que perto dos trinta, transcorre de todos os planos indecisos que transitam entre nós sem fazer sentido algum nem cessar.

Enquanto houver encontros, pobres palavras serão lançadas com tanta veracidade que o coração desdistinguirá indiferenças e desencontros.

Simplesmente dócil é esse meu querer, pois desconhece precedente e dispensa requintes de instrução. Risco absoluto de existência.

E, por acaso de descuido ou atribulações, eu vá sentir desgosto qualquer em nossos corações, vou à raiz da confiança que nos uniu. Lá residiremos.

Compõe uma classe que há tempos desacredito esbarrar. A ti consigo apenas ser minha própria honestidade, para que possa existir perante tua fé.

Nada do que escrevo-te terá propriedade sem olhar-te nos olhos. E contento-me em não conceber a origem de todas as amarras para ti dos meus olhares.

Do teu existir, poderia ainda tecer maior testemunho. A gratidão a ela, contudo, me basta.

Ao teu amor, se por ele eleito, serei assíduo. Far-me-ei vassalo do teu bem-querer. E viver será sinônimo ao teu nome.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Escolha


Tenho escolhido-te a todo momento... Aquilo que eu faço de bom à outrem, é como se fosse para trazer paz a você.

Você tem sido uma árdua escolha. Tudo é complicado entre nós, embora eu tenha descomplicado tudo para que estejas por perto.

Escolhi você porque conheço-te o suficiente para entender que possui segredos que lhe pertencem, apenas. Isso é respeito. E segredos não são mentiras.

Eu nunca escolhi alguém como você. Óbvio... Nunca tive mesmo escolha melhor para fazer.

Escolher-te não é algo correspondido, então eu me calo. Tenho cérebro suficiente para saber o que é ter que estragar uma bela companhia.

A melhor escolha é ver-te livre. Investidas vazias são ridículas e há coisas mais bem intencionadas aqui dentro. Caso não fosse, eu, bom, proteger-te-ia de mim mesmo.

Seria você, de fato, uma escolha? Não... Talvez um amor cego pela beleza e por um quinhão de qualidades. Ou sim... Detecção de carinho pleno, condições favoráveis de respeito e cuidados.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Espera...


Resignado, no primeiro suspiro, pensar, de cada dia
Creio entender naquela zelosa memória tua, insistente,
Rolar de ondas de afeto, abrasivas, como quem sente
E dela virá, porque assim cabe, toda minha fiel alegria

Onde estará você que, de tanto susto, perfeitamente sorria?
Cedeu ao sono, ante o trabalho, fez-se riso ausente
Que não se apaga, ninguém compra, aqui da mente
Estejas bem, passado o medo... pois comigo a noite é fria.

E para que eu guarde tudo que for preciso dizer no final
Preparo um desenho teu a dormir, e compreenderás
Quão impossível é, da forma que tenho amado, te esquecer

Aí, quem sabe outro ano, quando olhares para trás,
Consideres que o amor não é brincadeira ao amanhecer
É mais que estudo de caso, é dedicação, pura e total.